O FUTURO DA ENERGIA SOLAR NO BRASIL

O FUTURO DA ENERGIA SOLAR NO BRASIL

setembro 28th / By Ivan / in Energia Solar no Brasil / no comments.

Recentemente, li um artigo denominado “New Energy Outlook 2015”, da consultoria Bloomberg New Energy Finance, apontando que daqui a 25 anos, um quinto de toda a capacidade brasileira instalada, não virá de usinas convencionais, mas, da chamada geração distribuída, produzida por consumidores, principalmente a partir de painéis de energia solar.

Segundo o analista, no período citado, a energia produzida em painéis de energia solar instalados nas residências, comércios e empresas será o equivalente a geração de quase 6 Itaipus. Vejam só, uma consultoria internacional que avalia a situação da energia solar no mundo projetando que, no BRASIL,  a geração desse tipo de energia equivalerá a produção de 6 Itaipus, cabendo destacar ainda que, atualmente, Itaipu responde por cerca de 13% da matriz energética nacional (referência banco de informações de geração Aneel – 2010).

Não obstante, a meu ver, o prazo de 25 anos previsto na análise, para que a geração de energia solar pelos próprios usuários venha a atingir o patamar indicado, poderia ser antecipado em mais de 10 anos, pois, acredito na capacidade de participação da sociedade brasileira quando esta percebe o alcance de medidas que, além de proporcionar menor impacto ambiental vão ainda significar redução nas despesas domésticas, como por exemplo, a diminuição do custo na conta de luz.

Destaco que a participação popular é eficiente para ajudar a minorar problemas. Relembro, por exemplo, a chamada ‘crise do apagão’, ocorrida entre os anos de 2001 e 2002, com sinalização de que poderia haver apagões, especialmente nas grandes cidades, com potencial para acarretar sérias perdas para a economia brasileira. Felizmente, seus efeitos foram minimizados graças a campanhas em prol da redução do gasto de energia elétrica pelas pessoas e empresas, com o objetivo de evitar o temido ‘racionamento’. Recordo que toda a população participou, quer com a troca de lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes ou com mudança de rotina para evitar que lâmpadas ficassem ligadas à toa. Enfim, não foi somente o receio de pagamento de multa pelo consumo excessivo de energia que contribuiu para a superação do problema. Efetivamente, o sucesso obtido na redução do consumo resultou, principalmente, da conscientização da população de que era com atitudes suas, que os apagões seriam evitados.

Seguramente, se houvesse incentivos para a população brasileira fazer parte de um movimento voltado para a expansão da geração de energia limpa, proveniente de uma fonte inesgotável, a luz solar, para uso próprio, tal medida traria inúmeros benefícios para as famílias que decidissem instalar sistema de geração de energia solar em suas residências significando, não só economia nos gastos domésticos, mas, sobretudo, ganhos para o meio ambiente, com redução da produção dos gases de efeito estufa. Ressalto, contudo, que isto só seria possível se a sociedade brasileira fosse, efetivamente, conscientizada da importância dessa fonte energética e que seria ela, o caminho para sair da ameaça constante da chamada “bandeira vermelha”, uma penalidade relacionada ao uso da energia, fixada em razão do quanto mais se usa, mais se paga.

Importantes estudos demonstram que na composição desses gases está o dióxido de carbono, o metano e outros gases que são gerados após um processo de queima de petróleo e seus derivados ou carvão. Para se produzir energia elétrica nas usinas térmicas, por exemplo, é preciso queimar petróleo ou carvão mineral que são matérias altamente poluentes. Da queima dessas substâncias, além da energia, ocorre também a liberação de gases tóxicos, que vão afetar a película protetora da terra, que é a camada de ozônio.

A empresa Ecovolts tem a missão de expandir a energia solar no Brasil. Dura missão, uma vez que os incentivos para incrementar esse desafio são muito tímidos. Mas o mais importante, ela tem a visão de que as pessoas vão usar a energia elétrica de um jeito diferente, sem culpa e a um baixo custo. Como? Com o uso da energia solar em suas residências.

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